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Fórum Sustentabilidade tem ritual indígena, Bill Clinton e Arnold Schwarzenegger participam
Os indígenas voltam a participar do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, nesta sexta-feira (25), no Tropical Hotel em Manaus. Assim como no primeiro dia do evento, quando um casal e duas crianças tikuna e mura chamaram a atenção do público ao dançar a música Yo’i (Deus em tikuna), agora é a vez de um pequeno grupo munduruku (do rio madeira) fazer uma apresentação especial. O ritual nativo está previsto para entrar em cena por volta das 16h30, no intervalo da palestra do fundador e presidente do grupo Virgin (empresa anfitriã), Richard Branson.
Organizador do ritual, o servidor da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) Adail Munduruku promete “quebrar o protocolo” com muita originalidade. “Os parentes (como são
tratados carinhosamente entre si os indígenas) estão animados para fazer uma grande apresentação”, afirma.
Nesta quinta-feira (24), durante o primeiro dia do fórum, os tikuna Domingos Florentino, conhecido Yüü, e Marta Nicanor Alfre, a Boetüna, roubaram a cena. Após mais de duas horas de palestra
e debate, eles precisaram de apenas cinco minutos para agradecer a presença do ex-governador da Califórnia, o ator e produtor Arnold Schwarzenegger, e do diretor de cinema James Cameron. As
personalidades receberam a bandeira brasileira e colares das mãos de Daniele Peres Vasques Tikuna (a Waimenä) e Kawã Mura, ambos de cinco anos.
Schwarzenegger chegou a colocar Daniele nos braços, em agradecimento pela apresentação.
Entre os indígenas que também participam do 2º. Fórum Mundial de Sustentabilidade estão o titular da Seind, Bonifácio José Baniwa; o subsecretário da pasta, José Mário Mura; o coordenador da
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apurinã; o líder indígena Jecinaldo Sateré Mawé; e o prefeito de Barreirinha (AM), Mecias Sateré.
O ritual munduruku deverá ser reapresentado neste sábado (26), no mesmo horário, durante o último dia do fórum. O homenageado da vez é o ex-presidente dos EUA e fundador da William J. Clinton
Foundation, Bill Clinton.
ManausOnline
Afonso Apurinã
Rio de Janeiro: Índios querem criar a primeira Universidade Indígena do Brasil
A proposta visa aproveitar o antigo Museu do Índio – localizado próximo ao estádio Maracanã – e transformá-lo num pólo de estudo e difusão da cultura ameríndia.
Por Eduardo Sá
O antigo Museu do Índio, que fica no entorno do Maracanã, estádio de futebol carioca mais conhecido do Brasil, foi cercado pelas obras de reforma da arena para a Copa de 2014 no dia 29 de outubro de 2010. O espaço está ocupado desde o dia 20 de outubro de 2006 por diversas etnias indígenas, que reivindicam o imóvel para a construção da primeira Universidade Indígena do Brasil administrada por índios, cujo projeto também prevê um centro de referência para os nativos que chegam à cidade, um pólo de produção e difusão cultural ameríndia e um museu.
O casarão tem um valor simbólico para os índios por conta de sua história. Seu primeiro proprietário foi o Duque de Saxe, que em 18 de julho de 1865 doou o espaço à União para transformálo num Centro de Pesquisa sobre a cultura indígena, onde abrigou a Escola Nacional de Agricultura, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na baixada fluminense. Décadas depois, o prédio virou a sede do antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado pelo Marechal Cândido Rondon em 1910, que estabeleceu as bases da política indigenista republicana. O SPI funcionou no Rio até 1962, quando foi transferido para Brasília, e no golpe de 1964, tendo como diretor o grande Noel Nutels, os militares tomaram conta da instituição abandonando a obra de Rondon. Com a pressão interna e internacional, resolveram extinguir o SPI e criar a Fundação Nacional do Índio (Funai), em novembro de 1967.
No dia 19 de abril de 1953, mesmo dia em que Darcy Ribeiro instituiu o Dia do Índio, foi inaugurado um Museu do Índio no local. O Museu do Índio ficou no prédio do Maracanã até 1977, quando foi transferido para o prédio que servia ao Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), em Botafogo, na zona sul carioca, onde também funciona hoje a Funai no Rio de Janeiro. Fora de funcionamento, a União passou a titularidade do terreno para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em setembro de 1984. Dois anos depois, o Ministério da Agricultura se responsabilizou pelo prédio, que apesar de centenário não é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), nem pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). Se o prédio atualmente é todo deteriorado e pichado por fora, por dentro é só o esqueleto.
Existem atualmente cerca de 20 pessoas morando no local, originárias de etnias de diversas regiões do país: Guajajara, Pankararu, Xavante, Guarani, Apurinã, Fulni-ô, Pataxó e Potiguara são algumas
delas. Como o prédio está em ruínas, os indígenas construíram suas casas do lado de fora com barro. Os índios dão aulas em colégios, fazem apresentações em universidades e vendem seus artesanatos nas ruas. Isso graças à lei 11.645, que obriga as instituições de ensino a chamá-los para apresentarem sua cultura: “a gente vê que os livros didáticos não contam a verdadeira história do índio, é totalmente diferente”, critica Guarapirá Pataxó, liderança vinda da Bahia que está desde o início na ocupação. Ele trata da parte cultural, e afirma que os índios não têm apoio financeiro de ninguém, nem da Funai, e quase não recebem doações.
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Mural
James
13/03/2011 17h36m
CASTRO
06/03/2011 19h24m
Próxima semana
No dia 24/3, 1h, reveja o documentário "Rito de Passagem - Canto e Dança Ritual Indígena"
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